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20 jan 2012

Artigo

Índice de Confiança Social mostra que brasileiros confiam mais em bombeiros que políticos Compartilhar

Com o objetivo de acompanhar a relação de confiança da população com as instituições e também com as pessoas de seu convívio social, o ICS (Índice de Confiança Social) avalia 18 instituições e quatro grupos sociais. Além do Brasil, o ICS é medido em Porto Rico e na Argentina desde 2009 e a partir de 2011 também no Chile. Como um “termômetro”, o ICS reflete o contexto social, político e econômico dos países pesquisados. A Argentina em 2009, por exemplo, quando começava a se recuperar de uma grave crise econômica, apresentou o mais baixo índice entre os países. Em 2010, o ICS demonstrou um aumento da confiança da população e em 2011 o país atinge o mais alto índice geral (64 pontos), em Saúde Publica por exemplo.

No Brasil, a instituição presidente da República obteve um índice de 66 pontos em 2009, passou para 69 em 2010 e em 2011 caiu para 60. “A queda de confiança nesta instituição pode ser explicada pela mudança de presidente, uma vez que Lula possuía grande popularidade”, explica Malu Giani, gerente de atendimento e planejamento do IBOPE Inteligência.

Pela terceira vez consecutiva, a instituição com maior pontuação entre as 18 organizações, detalhe: em todos os países pesquisados, foi o Corpo de Bombeiros (86)sempre em primeiro lugar. Igrejas e Forças Armadas aparecem num segundo patamar, ambas com 72 pontos. Os menores índices de confiança foram obtidos, mais uma vez, pelo Congresso (35) e partidos políticos (28).

Em Porto Rico, as mudanças feitas na área de saúde e o agravamento da situação econômica podem explicar a oscilação negativa em boa parte das instituições avaliadas e no índice geral e a exemplo do Brasil, tem as mesmas instituições nos três primeiros e as com índices mais baixos também.

Na Argentina, o Índice de Confiança Social mostra um crescimento de confiança em todas as instituições públicas, no governo federal passou de 29 para 60. A maior alta foi na confiança com relação à presidente, passando de 29 para 64. Contudo, no índice geral as escolas públicas (de 63 para 74) e o sistema público de saúde (de 58 para 69) estão em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Pela primeira vez o Índice de Confiança Social foi realizado no Chile. A pesquisa foi feita durante um momento de grande efervescência social. A mais importante foi a mobilização dos estudantes (principalmente os da rede pública), que já completaram quatro meses com suas atividades paradas.

Por isso, no Chile, as escolas públicas apresentam o menor índice de confiança (47) entre os países pesquisados. As instituições que menos geram confiança entre os chilenos são os partidos políticos (17), Congresso (23) e presidente (27). Assim como em todos os países que participaram da pesquisa, o Corpo de Bombeiros ficou com o melhor índice: 92 pontos, já a polícia ficou em segundo lugar, os meios de comunicação e a igreja ao contrário dos demais países ocuparam o 5º e 12º lugar, respectivamente.

O serviço de bombeiros nasceu como quase tudo o que o homem criou, por necessidade. O fogo sempre foi uma séria ameaça à humanidade. Quando os homens ainda eram nômades, fugiam das chamas, não sendo necessário enfrentá-las.

Mas a partir do momento que se fixou na terra, obrigou-o a combatê-la quando este a ameaçava pessoas ou o patrimônio. Certamente a preocupação com incêndios é tão antiga como a própria vida social, nas diferentes culturas, porém, nossas pesquisas apontam que ao logo da história, grandes incêndios marcaram povos ao redor do mundo. E a partir dessas grandes tragédias, surgiu a necessidade de se criar um serviço para fazer frente a esse tipo de sinistro. Assim nasceram as primeiras corporações de bombeiros.

Entre os povos antigos, os gregos tinham organizado sentinelas noturnos, para vigilância de suas cidades e faziam soar um alarme em caso de incêndio. Em todas as cidades do Império Romano, os serviços foram regularizados, os primeiros registros históricos datam do ano 22 a.C., quando a capital do império Romano, foi devastada por um grande incêndio.

O Imperador César Augusto, decidiu criar o que se pode considerar como o primeiro corpo de Bombeiros, cujos integrantes se chamavam “vigiles”, responsáveis pela segurança de Roma. Este corpo serviu até a queda do Império Romano (476 d.C.). Foi o primeiro corpo organizado que se conhece na historia, dedicado exclusivamente a função de bombeiro.

A história do Corpo de Bombeiros no Brasil surgiu em 1856 quando Dom Pedro II, então Imperador do Brasil, assinou um decreto de Serviço de Extinção de incêndio.
Hoje, com 152 anos de existência, a corporação está diretamente ligada à Polícia Militar, através da Secretaria de Defesa Civil, na maioria dos Estados.
 
A escolha da data de dois de julho para ser o dia do bombeiro foi oficializada por um decreto, no ano de 1954. Ser bombeiro é uma profissão muito bonita, pois estes profissionais são verdadeiros heróis, que arriscam suas vidas em prol da vida dos outros.

Percebemos que em todo o mundo, e não apenas nos países pesquisados pelo ibope, o Bombeiro, tanto como indivíduo como Intituição recebem das pessoas a confiaça e respeito dignos da profissão, apesar de em muitos países, e isso incluí o Brasil, são mal remunerados.

O mesmo não ocorre com os governantes, que também deveria ter a confiança de seus eleitores, afinal estão a serviço do povo, se um dia os políticos do mundo todos tiverem o “espirito de servir” dos bombeiros, teremos um mundo muito melhor e mais humano.



Fontes: www.ibope.com.br
http://www.mundoeducacao.com.br/datas-comemorativas/dia-bombeiro.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bombeiro

por Francisca Chiovitti (Portal RCR ), dia 20/01/2012 às 11:33

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