As organizações signatárias demonstram preocupação particular com a situação dos imigrantes que estão na fronteira da região norte do Brasil e por isso pedem que o governo se empenhe e mostre postura humanitária diante das necessidades de homens e mulheres que estão vindo para o país em busca de uma vida melhor.
Um dos encaminhamentos sugeridos pelo grupo está relacionado à necessidade de esclarecer à opinião pública os motivos que estão gerando a vinda de haitianos e haitianas para o Brasil. Acentuam a importância de informar que a chegada destes imigrantes não está relacionada apenas ao terremoto ocorrido em 12 de janeiro de 2010, mas, em grande parte, ligada à crise econômica e política enfrentada pelo Haiti.
Outro ponto está voltado para a sensibilização da sociedade brasileira. O intuito é estimular, por meio de campanhas públicas, um engajamento em ações solidárias com imigrantes haitianos no Brasil. As organizações sugerem que as ações possam ser concretizadas com a ajuda de organizações de apoio às migrações e que estejam voltadas para necessidades básicas como alimentação, emprego, moradia, atendimento médico e psicológico, jurídico, educativo, entre outros.
Os profissionais de comunicação também têm papel importante nessa caminhada rumo à efetivação de direitos humanos. A eles, é pedido que evitem criar um clima de alarme e criminalizar a migração de haitianos. A orientação é que profissionais da mídia abram mão de termos como "invasão” e "ilegalidade”, quando abordarem o assunto.
"Rechaçar políticas restritivas e xenofóbicas que proíbam ou limitem fortemente a entrada de migrantes haitianos e gerem um clima propício à violência, à proliferação das máfias e à exploração dos trabalhadores” também está entre as principais solicitações.
As organizações signatárias também sugerem parceiras com governos de países sul-americanos, com governos dos estados brasileiros e com organizações de apoio às migrações para a efetivação de programas de acolhida e entrada de novos imigrantes haitianos em diferentes estados e cidades sul-americanas e brasileiras.
Outras necessidades também foram levadas em consideração e contempladas com sugestões, entre elas: garantir uma migração segura; trabalhar conjuntamente com o governo do Haiti para coibir a atuação dos ‘coiotes’; pautar a política externa do governo brasileiro em relação ao Haiti pelo direito fundamental de respeito à soberania e autodeterminação do povo haitiano; desenvolver estudos emergenciais para ouvir e conhecer as histórias de vida, situações enfrentadas durante o processo migratório e na chegada ao Brasil; e retomar a formulação e aprovação de políticas migratórias com foco na inclusão.
Mais informações sobre o assunto em:
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Fonte: Natasha Pitts do Jornalista da Adital Jovem












