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Algumas pessoas costumam dizer: como teria sido bom se a gente tivesse vivido no tempo de Jesus e presenciado tudo o que aconteceu! Uma coisa é certa: nós teríamos escolhido um dos lados, a favor ou contra. Estaríamos na situação dos discípulos que ouviram Madalena dizer que Jesus havia ressuscitado, mas não acreditaram. Eles continuaram incrédulos, mesmo depois de o Ressuscitado aparecer a dois deles no caminho de Emaús; mais adiante foram até repreendidos pelo próprio Jesus por causa da falta de fé e pela dureza de coração. As reações deles foram as mesmas de qualquer pessoa. Antes de morrer, Jesus não assinou com os discípulos nenhum contrato de trabalho para que continuassem a missão. O envolvimento deles só iria acontecer quando descobrissem o tesouro escondido deixado pelo Mestre. Ele havia dito certa vez: “Depois que o noivo for retirado, eles então vão jejuar”. Portanto o que vai levar a pessoa a comprometer-se e a dedicar-se a uma grande missão é a descoberta daquilo que tem grande valor para a vida. Muitas vezes descobrimos um pouco tarde, mas sempre é tempo de mudar e começar de novo. Pessoas simples e sem instrução, como Pedro e João, já eram bem diferentes quando, mais tarde, foram ameaçados pelas autoridades caso continuassem a falar do assunto. A resposta dos dois apóstolos foi pronta: “Não podemos calar sobre o que vimos e ouvimos”. Isso é mais do que liberdade de expressão; é convicção e compromisso de vida. Os discípulos não tinham apenas recuperado a memória do que viram e ouviram; estavam pondo em prática o Evangelho. |
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