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Quem faz a experiência da dedicação e da solidariedade, motivado pelo autêntico amor, começa a sentir a presença de Deus. O Senhor nos fala através das diversas situações que enfrentamos em nossa vida. Ele se manifesta na necessidade do pobre, no grito do injustiçado, na fome do miserável e em outras situações que solicitam o nosso envolvimento. Maria Madalena estava tão dominada pela angústia que nem viu o Senhor aí, bem do seu lado. O problema não estava nos olhos; era o coração que vivia abatido e derrotado, imaginando-se abandonada por Deus. Como aquele que teve um sonho: andava na praia e não percebeu que, exatamente nos momentos difíceis, era o Senhor que caminhava e o carregava nos braços. E nós, muitas vezes, não percebemos os seus passos; apenas nos queixamos de que ele se esqueceu de nós. Maria Madalena, como os demais discípulos, estava preocupada com o desaparecimento do corpo de Jesus, e o procurava entre os mortos. Na verdade era ela que estava quase morrendo; despertou para a vida pela voz do Mestre, que a chamou pelo nome, e ela o reconheceu. A experiência foi tão forte que ela queria que aquele momento fosse eterno, mas o Senhor a convocou para transmitir a alegria da boa notícia a todos os que estavam tristes, dispersos e desanimados. Eles ainda são milhões. O novo milênio pode ser diferente pela atuação de todos os que são testemunhas da ressurreição de Cristo. |
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