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Costuma-se dizer que a Páscoa é a passagem da morte para a vida, isto é, a disposição de abandonar tudo o que destrói a pessoa, a fim de assumir as atitudes que defendem e promovem a valorização do ser humano. A ressurreição de Cristo é a maior demonstração de que Deus é o primeiro interessado na vida dos seus filhos e filhas. Jesus prova que a vida é mais forte do que a morte, e pode vencer qualquer barreira. A vida vence também a barreira da violência. Por isso cabe aos cristãos serem os primeiros a reconhecer o valor da vida de cada irmão e a respeitá-la, para que todos possam viver na plena dignidade e na comunhão fraterna. Nos primeiros relatos do Evangelho sobre o assunto, constata-se que a ressurreição de Jesus causou admiração até mesmo entre aqueles que o acompanhavam e ouviam seus ensinamentos. Eles desejavam o que parecia impossível, mas tiveram a maior surpresa, jamais testemunhada antes por qualquer pessoa. O que também surpreende é o fato de que o Ressuscitado não se afasta dos seus discípulos; pelo contrário, promove ainda maior integração. Na verdade, eles passam a sentir-se mais vivos do que antes, muito mais motivados a se engajarem na missão que o Mestre lhes confiou. Tudo isso nos diz que devemos estar abertos ao novo projeto que Jesus Cristo nos entrega, a fim de podermos concretizar o compromisso assumido no batismo, quando adotamos o nome de cristãos. |
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