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A Páscoa era celebrada pelos judeus; Jesus seguiu a tradição, mas procurou dar novo sentido àquela celebração. As mudanças que ele introduziu causaram reações nos discípulos. O fato não ocorreu em momento de euforia, mas às vésperas da sua morte. Com Jesus, a Páscoa não seria uma repetição do que se fazia todos os anos, ao celebrar a libertação do povo de um regime opressor. Ele atualizou o acontecimento; foi, na verdade, uma antecipação do que iria acontecer. Se Jesus passou a vida a serviço dos que o procuravam, agora, na perspectiva do martírio, ele toma a própria vida nas mãos e a oferece a Deus Pai em benefício de todos. É a Santa Ceia que continua em todos os tempos e lugares, como celebração eucarística. Para os cristãos, a Páscoa sempre se refere a Jesus Cristo. Ele recuperou o sentido profundo da libertação do ser humano, não somente de um regime político, mas das causas que oprimem cada pessoa e favorecem a criação de estruturas que escravizam os demais. Para celebrar a nova Páscoa não se exige a pureza da antiga lei, mas se espera a disposição de lavar os pés uns dos outros. Pedro, como futuro chefe do grupo, reagiu, querendo ser dispensado, e teve a resposta do Mestre: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. A mudança é radical. Agora, no tempo da Nova Aliança, os que participam da Eucaristia deverão formar a grande comunidade que se compromete com a prática do novo mandamento do amor, conforme o exemplo dado por Cristo. |
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