|
|
|||
A cena se passa em Betânia, na casa de Marta, Maria e Lázaro; é uma autêntica celebração de despedida. A atitude de Maria mostra como é viver intensamente o momento presente, última oportunidade de convivência e carinho entre pessoas muito amigas. O gesto tem profundo significado diante do pressentimento de que, em breve, Jesus seguirá outro caminho. O relato é carregado de emoção, mas apresenta o contraste. Na mesma sala estava o Mestre, cuja presença na sociedade era provocadora, e deveria morrer. Estava também Lázaro, que tinha voltado a viver; sua vida era um testemunho ambulante e indiscutível, que atraía muita gente e despertava mais fé em Jesus. O evangelista João diz textualmente: “Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus”. Contra fatos tão eloqüentes não havia mais argumentos; então o jeito era promover o que se costuma dizer: ‘queima de arquivo’. Judas Iscariotes também contribuiu para realçar o contraste da cena. Enquanto Maria, irmã de Lázaro, acolhia Jesus com ricos perfumes que impregnavam todo o ambiente, Judas tentava encobrir suas verdadeiras intenções debaixo de uma falsa solidariedade com os pobres. O texto do Evangelho diz claramente que, ao roubar o dinheiro dos discípulos, ele já vinha traindo a confiança do Mestre. Portanto, nos momentos decisivos da vida de Jesus, concretiza-se o que o velho Simeão dissera, quando a Mãe apresentava o menino no templo: ele será causa de salvação para uns e destruição para outros. Ou seja: diante dele ninguém consegue manter-se indiferente. |
|
||
|
Todos os direitos reservados |
|||