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O Domingo de Ramos celebra a entrada de Jesus em Jerusalém. O episódio não deve ser confundido com um grande espetáculo armado com o objetivo de oferecer uma recepção apoteótica ao Mestre, como um conquistador. Ele já vencera a tentação de se apresentar como um herói que é recebido com festas e homenagens pelo povo entusiasmado. Além do mais, estava muito consciente daquilo que o aguardava, pois a sua morte já estava decidida. Assim como havia entrado no mundo na condição de um recém-nascido que vai descobrindo a vida, foi na simplicidade que entrou na capital do país. A procissão teve o jeito de um mutirão, a começar pelo burrinho que foi tomado de empréstimo. No percurso, as pessoas juntaram o que tinham ao seu alcance para caminhar com Jesus e dar glória a Deus. A tradição continua no Domingo de Ramos. Neste dia as comunidades voltam a se reunir, e louvam o Senhor que enviou o seu Filho para promover uma mudança na vida de cada um e na sociedade humana. Depois levam para casa os ramos, porque assumem na sua vida particular e na família o compromisso de seguir esse rei humilde que transforma os corações. Também hoje a festa promovida pelo povo simples carrega o pressentimento de que não é fácil manter a fé enquanto se caminha. Por isso o ramo que foi bento na procissão vai ser o sinal da bênção e da força de Deus para a gente ultrapassar as dificuldades do dia-a-dia. As pessoas conseguiram sensibilizar Jesus naquela festiva entrada em Jerusalém, e ele não esquecerá esse gesto de solidariedade quando, abandonado pelos amigos, deverá enfrentar o tribunal. Afinal, não foi em vão a experiência de ter vivido entre os homens. |
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