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No tempo de Jesus, a nação vivia subordinada aos romanos; os líderes religiosos, ligados ao templo de Jerusalém, conviviam com a situação, tomando o máximo de cuidados para que nada de pior acontecesse. Entretanto, com freqüência, chegavam notícias da influência que certo galileu exercia no meio da população. Curar as pessoas, falar-lhes de Deus, tudo bem; mas transformá-lo num rei, como já houvera tentativas, isso era muito perigoso. Poderia irritar os romanos, que arrasariam o templo e a nação. Então o sumo sacerdote, um homem de visão, soltou o alerta: “É melhor um só morrer pelo povo do que ser destruída a nação inteira”. E essa foi a decisão. Não perguntaram a Jesus se ele estava disposto a morrer pelo povo. Caso estivesse, qual seria então o motivo de tanto desapego, de tanta disposição? Provavelmente ele não se submeteria a entregar a vida para salvar a nação do poder dos invasores; esse não seria motivo suficiente. Basta verificar que a solução adotada pelas lideranças religiosas não conseguiu livrar o país da ocupação e da ruína. Na história cristã, muitos seguiram o Mestre, preferindo correr o risco de morte, na certeza de que o gesto seria a última chance para o povo não perder a fé. Se o exemplo de Jesus não livrou a nação judaica da destruição pelos romanos, certamente contribuiu para reunir muitos que, de outra forma, estariam dispersos; eles são os novos filhos de Deus que formam uma nação imensa, um povo que ultrapassa fronteiras geográficas e sociais. Os seguidores de Cristo se empenham no processo de acolhimento de todos os que ainda vivem afastados ou excluídos. |
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