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Na pessoa de Jesus, Deus mostrou a sua cara. No entanto, se tivéssemos vivido naquele tempo, o teríamos reconhecido? A qual dos grupos pertenceríamos? A resposta não está no passado, mas no presente. Para isso cumpre que nos questionemos. Com que cara Deus se apresenta hoje? Qual é a nossa disposição em reconhecê-lo? De que lado estamos? Alguns judeus reagiram com violência, quando ouviram Jesus dizer que ele tinha origem divina, que Deus era seu Pai; ameaçaram apedrejá-lo. Em outra circunstância, também tinham pedras nas mãos, prontos para lançá-las contra uma mulher adúltera. Era tudo em nome da Lei. Se um de nós estivesse presente, teria tanta clareza para tomar a posição acertada? A resposta está no presente em que vivemos. Contra quem jogamos pedras? Quais são as pessoas que desejaríamos destruir, física ou moralmente? Entretanto o evangelista João diz que muitos foram ter com Jesus, no local onde se havia refugiado, a fim de expressarem o seu apoio. Às vezes deixamo-nos dominar pelo impulso irracional contra alguém que, em nossa opinião, ‘não merece viver’. Tempo depois e passada a emoção, percebemos a injustiça que teríamos cometido. Não é fácil identificar a cara de Deus em rostos humanos. Aquele grupo de judeus teve dificuldade, e acusava Jesus de blasfêmia, porque dizia que estava realizando as obras do Pai, isto é: curar, despertar a fé, perdoar, denunciar o mal, acolher humildes e pecadores. Por isso quem atualiza os gestos de Jesus também corre o risco de ser confundido com Deus. |
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