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O patriarca Abraão percebeu, aos poucos, a ação de Deus em si próprio e no mundo; descobriu o verdadeiro sentido para a sua vida e para a humanidade. Entendeu que não é o homem que escolhe um Deus para si. Com Abraão começou a concretizar-se uma história em que o Deus verdadeiro seria como a corrente viva que une todas as gerações para formar um povo fiel; e daí nasceria o Messias. Não quer dizer que todos os descendentes de Abraão seriam automaticamente contemplados com a realização daquela promessa, como se fosse uma transmissão hereditária; trata-se de ter a mesma fé vivida pelo patriarca. Jesus surgiu precisamente para realizar tudo o que Deus havia prometido para o povo fiel, constituído por aqueles que mantiveram a fé e o compromisso de viver na justiça. Portanto aquilo que Abraão vislumbrava através da fé, concretizou-se em Jesus Cristo. Porém alguns judeus não quiseram admitir isso; julgavam-se os herdeiros naturais, não importando a situação moral e social em que a nação se encontrava. A realidade estava longe daquele sonho de Abraão; a fé não era a mesma. Assim, em lugar de reconhecerem Jesus como a presença viva de Deus na história humana, o consideravam intruso. Irritados com os argumentos de Jesus, ameaçaram apedrejá-lo; precisamente ele que havia livrado uma mulher do apedrejamento! Portanto era difícil restaurar a Aliança entre Deus e os descendentes de Abraão; o patriarca, pai da fé, não conseguiria reconhecer os seus autênticos filhos. |
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