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Os cristãos não são pessoas que, simplesmente, concordam com o que Jesus ensinou; eles são chamados a seguir o Mestre, sendo testemunhas da sua presença no mundo. Os cristãos devem sentir-se filhos de Deus, atraídos pelo exemplo do próprio Cristo. É muito mais do que admiração por uma doutrina ou por alguém; é compromisso de atualizar o ensinamento e de estabelecer um novo relacionamento com Deus e com as pessoas. Por isso a fé não se expressa apenas em momentos de comemoração, de celebração ou de espetáculo; a fé impulsiona a pessoa para um futuro melhor do que o presente e exige o empenho pessoal para mudar o que é necessário e possível. Diante do cristão está a imagem de Cristo na cruz do Calvário, como lembrança do alto preço que foi pago para assegurar-lhe um destino feliz. Entende-se, então, o que o Mestre disse, certa vez: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, sabereis que Eu Sou”. Os sofrimentos e a morte de Jesus seriam a expressão da intensidade do seu amor por todas as pessoas, revelando que o nosso Deus é amor sem fim. Quando o Mestre falava do assunto, os discípulos achavam muito estranho; de fato, é difícil explicar, pois não se trata de entender com a razão. Somente ao chegar o momento decisivo da cruz, é que se verificou o contraste, a grande diferença: de um lado o medo que afugentou quase todos os seus amigos e, do outro, a incompreensível entrega da vida para que todos voltem para Deus. |
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