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A gente se acostuma tanto a percorrer o caminho de sempre, que acaba atrapalhando-se ao encontrá-lo obstruído; na procura de uma saída, descobrem-se, então, caminhos diferentes que são percorridos por outras pessoas. Naquele dia, trouxeram uma mulher que fora surpreendida em adultério e a colocaram diante de Jesus. A lei era clara: devia ser apedrejada. Não era ocasião para perguntar o nome da mulher, quem estava junto com ela ou por que chegara àquela situação. A questão se resolvia com apedrejamento. O que parecia muito claro na lei, com o tempo serviu para defender a impunidade de alguns. Como acontece com freqüência, é nas entrelinhas, nas brechas da lei, que muitas vezes são negociados planos secretos e perversos, e onde se esconde a própria responsabilidade. Na Bíblia, o livro de Daniel apresenta o exemplo de Susana, vítima de um julgamento iníquo; então o homem de Deus intervém e desmascara a manobra, defendendo a pessoa inocente. Agora, diante de Jesus, está uma oportunidade para que todos façam profundo exame de consciência. De fato, cada um reconheceu os próprios pecados e foi-se afastando silenciosamente. Como penitência, soltaram as pedras que tinham nas mãos e deixaram a mulher em paz. Aprenderam que o mal que se pratica não é contra a lei mas contra as pessoas, e é isso que desagrada a Deus. |
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