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Quando uma pessoa revela má vontade, não existem argumentos racionais que consigam mudá-la. O assunto não se resolve pela razão mas pelo coração. No tempo de Jesus, dizia-se abertamente que o Messias chegaria para salvar o povo de Deus; era um desejo e expectativa alimentados há muito tempo. Mas também sabemos que o tempo altera muita coisa. Para muitos, a figura do Messias esperado tinha-se transformado em mito. E havia outra questão: com a longa espera do Salvador, a vida do povo não seguia os mandamentos de Deus, mas as normas ditadas pelos líderes de cada época, de acordo com seus interesses. Quando surgia um profeta para chamar a atenção, era quase sempre rejeitado; apenas um pequeno grupo de gente simples se mantinha fiel. E aí estava Jesus, acolhido por uns e rejeitado por outros. Seu jeito de ser e de agir revelava uma pessoa de Deus. Entretanto alguns diziam: não pode ser o Messias, porque este nós sabemos de onde vem. Toda essa discussão não terminou nem mesmo com a ressurreição de Jesus. No dia-a-dia, muitas vezes discute-se a respeito da honestidade desta ou daquela pessoa; nada demais, pois em sociedade procuramos conhecer os outros, enquanto também nos damos a conhecer. Quanto mais clareza, mais sincero é o relacionamento. A situação se agrava quando, por um lado, escondemos as nossas intenções maldosas e, por outro, tentamos destruir a bondade que Deus colocou no coração das pessoas. Jesus enfrentou esse drama, conhecendo a fundo a natureza humana. |
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