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O mundo está em permanente construção e transformação. A vida se manifesta através de uma infinidade de formas e maneiras. Nada está absolutamente acabado. Mas não é raro encontrarmos alguma instituição que parou no tempo; provavelmente vinha sendo administrada como se já estivesse perfeita. Certas pessoas acham que alcançaram o nível máximo de aprendizagem e realizaram tudo o que sabiam; então simplesmente repetem aquilo que aprenderam. Quando se dão conta, os outros já passaram na frente. Totalmente oposto a isso é o exemplo da mãe e do pai; diante da criança recém-nascida, eles se dedicam em tempo integral. Não é a realização de uma tarefa ou o cumprimento de um expediente; é um permanente compromisso com a vida, e tudo o que se faz é expressão do amor. Essa era a atitude de Jesus, especialmente quando atendia as pessoas em certos dias ou lugares considerados sagrados. Aí estava o erro: pensar que sagrado é intocável, sem vida. Jesus tudo fez para que as instituições estivessem a serviço do direito sagrado que as pessoas têm de viver, e por ser essa a vontade de Deus. Ele falava assim: “Meu Pai trabalha sempre; portanto também eu trabalho”. Quando o filho pequeno reclama a presença do pai ou da mãe, quando o doente ou o acidentado precisam urgentemente de atendimento, não é hora de consultar o que a lei permite; é o momento do serviço, da dedicação, da generosidade. Quando isso não acontece, então é tempo de converter-se, de mudar, para que a vida seja mais valorizada. |
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