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No ritmo da vida urbana, deixamo-nos levar pelos inúmeros compromissos e solicitações, considerando-nos muito satisfeitos se, no final do dia ou da semana, não deixamos nada para trás. Olhando bem, pouco avançamos, pois tudo o que fazemos parece mais um interminável pagamento de dívidas acumuladas. E onde está o tempo reservado para o cultivo pessoal? Que acontecerá conosco, se não escolhermos o alvo aonde pretendemos chegar? Se nós mesmos não dermos sentido à nossa vida, sempre seremos levados pela cabeça dos outros, e iremos aonde não queríamos, pois não paramos para pensar. Se abrirmos este assunto para a vida da sociedade, veremos que o mundo vai repetindo procedimentos que conduzem aos mesmos resultados, isto é, vantagens para alguns em detrimento de prejuízo para muitos. Uma ou outra voz se levanta para chamar a atenção. Mas a acomodação e o medo de pensar diferente afugentam a fé. Foi o que Jesus constatou em Jerusalém, cidade de onde se controlava o pequeno país. Ao voltar para o interior, ele teve de novo a sensação de que as mudanças tinham mais chance de acontecer entre aqueles que ainda não eram viciados pelo poder; exemplo disso ocorreu na família de um funcionário do rei. Enquanto o empregado vivia preocupado com o filho doente, o seu patrão não tinha o menor interesse pelo bem-estar do povo. O jeito, então, foi apelar para esse Jesus, alguém que tinha coração e se interessava pela vida das pessoas. Então aconteceu não apenas a cura do filho, mas a família inteira despertou para a fé. |
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