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UNDA/BR não é sigla. É palavra latina, cujo significado é onda.
Foi usada para indicar o modo de transmissão, através das ondas hertzianas do rádio e da televisão. No Brasil temos usado, junto com o termo UNDA/BR, a denominação União de Radiodifusão Católica.
De fato, UNDA/BR é uma associação de profissionais e de emissoras de rádio e televisão de orientação católica, englobando também os meios afins na área da comunicação social. UNDA/BR é um organismo da Igreja Católica Apostólica Romana ligada ao Pontifício Conselho para os Meios de Comunicação.
No Brasil, a UNDA/BR foi fundada no dia 28 de abril de 1.976 em Assembléia realizada no Rio de Janeiro. O ato foi motivado pela insistência do representante continental da UNDA/BR que entendia que o Brasil, com tantas emissoras de rádio, não podia deixar de ter a associação. O primeiro presidente foi o Frei Cyrillo Mattiello, de Porto Alegre. A sede passou, então, a funcionar naquela cidade, utilizando estrutura da emissora local.
É preciso registrar que, antes da fundação da UNDA/BR, aconteceram encontros e atividades por parte de diretores de emissoras católicas. Assim, a chegada da UNDA/BR já encontrou algum campo propício para que um trabalho conjunto pudesse acontecer.
Entre os primeiros esforços, iniciativa de um pequeno grupo, pode-se citar: a reflexão sobre o valor dos veículos de comunicação, o uso pastoral do rádio e da televisão, a responsabilidade da Igreja no uso dos meios de comunicação próprios ou de terceiros.
Num segundo momento, a reflexão voltou-se para a identidade de uma emissora de Igreja, devido às diferenças que eram notadas nas rádios chamadas católicas e na sua enorme dispersão. A atuação conjunta, sempre reivindicada, apresentava obstáculos difíceis de ultrapassar. As emissoras têm se caracterizado pela presença muito próxima das suas comunidades, valor reconhecido pela maioria.
Recentemente, a UNDA/BR Mundial transformou-se em SIGNIS, abrigando também OCIC – (Organização Católica Internacional do Cinema). Tem sua sede oficial em Bruxelas, Bélgica, e reúne associações continentais e nacionais. A UNDA/BR segue os estatutos e regimentos gerais da associação no nível internacional. A cada quatro anos são realizadas assembléias e congressos, reunindo participantes de todo o mundo.
Agora, a UNDA/BR começa a adequar-se ao formato adotado pela entidade mundial para a constituição de SIGNIS/Brasil.
Dificuldades de ontem e de hoje:
A UNDA/BR tem registrado dificuldades crônicas: as distâncias para encontros, reuniões, troca de experiências e ajuda mútua; o individualismo de pessoas ou grupos que não acreditam em associação capaz de resolver seus problemas; a aversão a reuniões, tidas como inúteis, porque não resolvem problemas financeiros; os problemas econômicos das próprias rádios, que mal conseguem sobreviver, não permitindo a participação de reuniões e ações conjuntas; o pouco reconhecimento da hierarquia sobre a importância da comunicação; a falta de profissionalismo na administração de muitas emissoras; a dificuldade de encontrar gente disponível para conduzir o dia a dia da associação; a carência de recursos para que a UNDA/BR amplie a oferta de serviços; a fragilidade dos critérios de afiliação que assegurem a receita necessária.
Objetivos da UNDA/BR
Conforme reza o Estatuto, o grande objetivo da UNDA/BR é animar, coordenar, dinamizar, promover atividades entre as emissoras de rádios e televisão de Igreja, como de profissionais e instituições afins em vista da Evangelização. Este objetivo geral se concretiza em objetivos específicos e em várias atividades, que são:
• Promover encontros, seminários, cursos, palestras de capacitação humana, cristã e profissional;
• Publicar periodicamente um informativo hoje revista integração com a finalidade de ser um elo de união, de informação, de intercomunicação, de reflexão e de participação;
• Ajudar a descobrir e aperfeiçoar uma linha de programação mais eficaz, atual e atuante, para melhor entender a natureza da radiodifusão e os objetivos de uma evangelização no mundo atual de acordo com a realidade brasileira;
• Assessorar bispos, padres e emissoras nas questões ligadas à radiodifusão e à técnica do rádio.
• Colaborar na constante busca da identidade de emissora de Igreja.
• Promover integração das emissoras, principalmente em relação às mais carentes;
• Incentivar a produção e veiculação de programas radiofônicos e televisivos;
• Entrar em contato com outros organismos oficiais ou privados, nacionais ou internacionais com objetivos similares.
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